Leiam com atenção o texto abaixo, publicado na edição de 19 de Março do jornal "Público":
«A Iniciativa: Ex-jornalista do "DN" Pede Ajuda para Publicar Carta Rejeitada pela Direcção
Sexta-feira, 19 de Março de 2004
Um antigo jornalista do "Diário de Notícias", Acácio Barradas, está a fazer uma recolha de fundos para pagar um anúncio naquele jornal onde pretende divulgar uma carta que a direcção se terá recusado a publicar no espaço de opinião.
Acácio Barradas dirigiu-se ao director do "DN" defendendo a posição da provedora do leitor, Estrela Serrano, que recentemente escreveu que muitas vezes a versão final dos textos publicados foge ao controlo dos autores e contêm alterações introduzidas pela hierarquia do jornal - situação que causaria polémica na redacção. A posição da provedora motivou uma nota da direcção, segundo a qual "essa prática" não se aplica no diário.
Na sua carta, o antigo jornalista faz duras críticas à actuação das direcções do "DN" e do conselho de redacção. O diário terá recusado a publicação da missiva justificando que o assunto que aborda "já foi encerrado pela direcção do 'DN'". Numa mensagem que fez circular pela internet, Acácio Barradas apela à colaboração com um donativo em dinheiro de modo a conseguir a verba necessária para publicar a carta como publicidade naquele jornal. Para publicar a carta em anúncio de página inteira, como à partida pretende, necessita de entre 4.600 a 6.900 euros, consoante a localização; a meio da tarde de ontem angariara 1.600. Diz que irá conseguir o dinheiro necessário e que quer resolver o assunto ainda esta semana. No entanto, mesmo como publicidade, o assunto irá ainda à aprovação do director do "DN", que terá que ouvir também o conselho de redacção. Acácio Barradas diz que não se conforma com a recusa, não pelo seu caso, "mas por saber que há muitos casos como este nos jornais".
Ouvido pelo PÚBLICO, o director do "DN", Fernando Lima, escusou-se a comentar quer a iniciativa quer a alegada recusa de publicação. "Mandou-me uma carta, o que eu tinha a dizer disse-lho num cartão que lhe mandei", afirmou apenas.».
PS: Estaremos perante um acto de censura?
sábado, março 20, 2004
sexta-feira, março 19, 2004
"Prémios" e "Concursos" para jornalistas
O site do Sindicato dos Jornalistas (www.jornalistas.online.pt) disponibiliza vária informação sobre "prémios" e "concursos" dirigidos a jornalistas (e também a fotojornalistas); eis alguns exemplos:
«Candidaturas aos Prémios Gazeta até 31 de Março
Termina a 31 de Março o prazo para a entrega de trabalhos candidatos aos Prémios Gazeta de Revelação e de Imprensa Regional, instituídos pelo Clube de Jornalistas-Press Club.
O Prémio Revelação destina-se a jornalistas com menos de 30 anos de idade e que não estejam no exercício da profissão há mais de dois anos. O Prémio Nacional de Imprensa Regional está aberto a todos os órgãos de comunicação regionais cuja periodicidade seja pelo menos quinzenal. (...)».
«Prémio Orlando Gonçalves para jornalismo de investigação
As candidaturas ao Prémio Literário Orlando Gonçalves, este ano dedicado a trabalhos de jornalismo de investigação ou reportagem, estão abertas até 30 de Junho.
Tal como nos anos anteriores, a sétima edição do Prémio Literário Orlando Gonçalves visa incentivar a produção literária, contribuindo para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa.
Cada autor pode concorrer com vários trabalhos, obrigatoriamente escritos em língua portuguesa, devendo os mesmos ser apresentados separadamente e com pseudónimos diferentes. É obrigatória a apresentação da carteira profissional de jornalista para admissão a concurso. (...)».
«Prémio distingue jornalistas corajosas
A International Women’s Media Foundation (IWMF) está a procurar nomeações para os seus galardões, o Prémio Coragem no Jornalismo e o Prémio Carreira de 2004. Os prémios visam distinguir apenas jornalistas do sexo feminino e serão entregues numa cerimónia a realizar em Outubro.
O Prémio Coragem no Jornalismo homenageia mulheres que tenham demonstrado uma excepcional força de carácter para prosseguir o seu trabalho em circunstâncias perigosas: sob pressão política, terror psicológico e outros obstáculos intimidantes.
Para este prémio são escolhidas três mulheres, que recebem uma escultura símbolo de liberdade e coragem e também um prémio monetário. (...)».
Nota: para mais informações visite a página "on-line" do Sindicato dos Jornalistas.
«Candidaturas aos Prémios Gazeta até 31 de Março
Termina a 31 de Março o prazo para a entrega de trabalhos candidatos aos Prémios Gazeta de Revelação e de Imprensa Regional, instituídos pelo Clube de Jornalistas-Press Club.
O Prémio Revelação destina-se a jornalistas com menos de 30 anos de idade e que não estejam no exercício da profissão há mais de dois anos. O Prémio Nacional de Imprensa Regional está aberto a todos os órgãos de comunicação regionais cuja periodicidade seja pelo menos quinzenal. (...)».
«Prémio Orlando Gonçalves para jornalismo de investigação
As candidaturas ao Prémio Literário Orlando Gonçalves, este ano dedicado a trabalhos de jornalismo de investigação ou reportagem, estão abertas até 30 de Junho.
Tal como nos anos anteriores, a sétima edição do Prémio Literário Orlando Gonçalves visa incentivar a produção literária, contribuindo para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa.
Cada autor pode concorrer com vários trabalhos, obrigatoriamente escritos em língua portuguesa, devendo os mesmos ser apresentados separadamente e com pseudónimos diferentes. É obrigatória a apresentação da carteira profissional de jornalista para admissão a concurso. (...)».
«Prémio distingue jornalistas corajosas
A International Women’s Media Foundation (IWMF) está a procurar nomeações para os seus galardões, o Prémio Coragem no Jornalismo e o Prémio Carreira de 2004. Os prémios visam distinguir apenas jornalistas do sexo feminino e serão entregues numa cerimónia a realizar em Outubro.
O Prémio Coragem no Jornalismo homenageia mulheres que tenham demonstrado uma excepcional força de carácter para prosseguir o seu trabalho em circunstâncias perigosas: sob pressão política, terror psicológico e outros obstáculos intimidantes.
Para este prémio são escolhidas três mulheres, que recebem uma escultura símbolo de liberdade e coragem e também um prémio monetário. (...)».
Nota: para mais informações visite a página "on-line" do Sindicato dos Jornalistas.
quarta-feira, março 17, 2004
Espanha na "mira" dos "media" nacionais
O e-mail do "para-jornalistas" recebeu esta semana o "desabafo" de um leitor deste blog, que considero pertinente publicá-lo aqui, por se tratar de um assunto que "atinge" os meios de comunicação, neste caso, o jornalismo radiofónico e televisivo, segundo este mesmo leitor; foi-me pedido que abordasse o assunto neste "blog", mas melhor do que as minhas palavras, parece-me mais interessante publicar um excerto das suas palavras, que poderão, igualmente, exprimir o pensamento de muitos outros cidadãos deste País.
«(...)
O que me chamou mais a atenção nestes últimos diz foi a excessiva cobertura dada à Espanha. Nunca me tinha algum dia passado pela cabeça que teria de ouvir alguém explicar como são os boletins de voto em Espanha, os passos que se dão para colocar uma cruz num pedaço de papel e por aí adiante. Parece-me excessivo por, em primeiro lugar, não ser espanhol (se cada vez que houvessem eleições num País da CE tivermos de gramar com todas as explicações acerca das formalidades eleitorais estaremos a cair no ridículo) e em segundo lugar, porque tenho quase a certeza de que mesmo que os atentados tivessem sido cá ou que algo tão relevante como o que se passou em Madrid esta semana se tivesse passado por terras Lusas, os chamados "nuestros hermanos" não dariam tanta cobertura ao nosso País. Achei todo o folclore ridículo e mais uma vez a demonstrar a subjugação a que estamos votados no que respeita ao País vizinho.
Para cúmulo ainda temos que gramar com um canal público de televisão (não irei fazer comentários aos privados pois esses não são financiados directamente por mim) a emitir reportagens e entrevistas, em directo ou pior ainda gravadas em que as entrevistas aos ditos "nuestros hermanos" não são nem legendadas nem dobradas. Acho isto estupidificante pois apesar de perceber o que lá foi dito (também não sou tão estúpido assim) não tenho que me sujeitar a ouvir peças em castelhano. Também sei inglês, percebo alguma coisa de francês, italiano e grego e não estou à espera que o meu serviço noticioso público lhe passe pela cabeça não traduzir comentários nestas línguas estando descansado e na certeza que alguma coisa irei apanhar.
Mais grave ainda é constatar que peças feitas por exemplo nos Açores (ao que sei ainda é português) são legendadas enquanto que as acima referidas não o foram.
Achei vergonhoso o que se tem passado na nossa televisão. Nunca tal tinha visto em nenhuma das muitas televisões estrangeiras que já vi. Penso que nunca verei uma televisão espanhola a fazer o mesmo que a nossa fez. Sinto-me vendido por meia dúzia de euros com a cara d'El-Rei.
Estas pequenas coisas ferem o meu orgulho nacional. Julgo não estar a ser demasiadamente nacionalista, embora ache que o nacionalismo é provavelmente aquilo que mais falta faz ao povo português. Note-se que não estou a falar em radicalismos!!! Apenas peço que me dignifiquem como cidadão deste País e que nos façamos dignificar no estrangeiro.
(...)».
«(...)
O que me chamou mais a atenção nestes últimos diz foi a excessiva cobertura dada à Espanha. Nunca me tinha algum dia passado pela cabeça que teria de ouvir alguém explicar como são os boletins de voto em Espanha, os passos que se dão para colocar uma cruz num pedaço de papel e por aí adiante. Parece-me excessivo por, em primeiro lugar, não ser espanhol (se cada vez que houvessem eleições num País da CE tivermos de gramar com todas as explicações acerca das formalidades eleitorais estaremos a cair no ridículo) e em segundo lugar, porque tenho quase a certeza de que mesmo que os atentados tivessem sido cá ou que algo tão relevante como o que se passou em Madrid esta semana se tivesse passado por terras Lusas, os chamados "nuestros hermanos" não dariam tanta cobertura ao nosso País. Achei todo o folclore ridículo e mais uma vez a demonstrar a subjugação a que estamos votados no que respeita ao País vizinho.
Para cúmulo ainda temos que gramar com um canal público de televisão (não irei fazer comentários aos privados pois esses não são financiados directamente por mim) a emitir reportagens e entrevistas, em directo ou pior ainda gravadas em que as entrevistas aos ditos "nuestros hermanos" não são nem legendadas nem dobradas. Acho isto estupidificante pois apesar de perceber o que lá foi dito (também não sou tão estúpido assim) não tenho que me sujeitar a ouvir peças em castelhano. Também sei inglês, percebo alguma coisa de francês, italiano e grego e não estou à espera que o meu serviço noticioso público lhe passe pela cabeça não traduzir comentários nestas línguas estando descansado e na certeza que alguma coisa irei apanhar.
Mais grave ainda é constatar que peças feitas por exemplo nos Açores (ao que sei ainda é português) são legendadas enquanto que as acima referidas não o foram.
Achei vergonhoso o que se tem passado na nossa televisão. Nunca tal tinha visto em nenhuma das muitas televisões estrangeiras que já vi. Penso que nunca verei uma televisão espanhola a fazer o mesmo que a nossa fez. Sinto-me vendido por meia dúzia de euros com a cara d'El-Rei.
Estas pequenas coisas ferem o meu orgulho nacional. Julgo não estar a ser demasiadamente nacionalista, embora ache que o nacionalismo é provavelmente aquilo que mais falta faz ao povo português. Note-se que não estou a falar em radicalismos!!! Apenas peço que me dignifiquem como cidadão deste País e que nos façamos dignificar no estrangeiro.
(...)».
sábado, março 13, 2004
«Não existe terrorismo por acaso»
No programa "Opinião Pública", da SIC, a 12 de Março, um dia depois dos ataques terroristas em Madrid, um telespectador que interviu telefonicamente no programa, chamou a atenção dos "media" para a necessidade de aprofundarem mais sobre a raízes do terrorismo, ou seja, e passo a citar uma das suas afirmações: «Não existe terrorismo por acaso»; e o mesmo telespectador adiantou, mais ou menos isto: «Porque os comentadores não reflectem sobre isso?».
Ora aqui está uma sugestão dirigida aos vários meios de comunicação, que, apesar de fazerem (e o terem feito outras tantas vezes) várias peças jornalísticas sobre as causas/origens/motivações do terrorismo, provavelmente não deram a esta matéria o mesmo destaque que dão a tantas outras;
Sem o querendo fazer aqui, até porque não é o lugar apropriado, publico algumas datas e informações que já fazem parte da história, e que poderão ajudar, de alguma forma, a compreendermos porque algumas das "coisas" acontecem no nosso mundo;
Da informação que disponibilizo a seguir, não quero transformar os Estados Unidos da América nos "maus" da civilização mundial, até porque, muitas das situações teriam de ser contextualizadas historicamente, como o período da "Guerra Fria", por exemplo, mas algumas das explicações que aquele telespectador procura poderão também encontrar-se nos acontecimentos abaixo referidos:
1953: Os Estados Unidos da América (EUA) derrubam o primeiro-ministro Mossadeq do Irão e instalam o Xá como ditador;
1954: Os (EUA) derrubam o presidente Arbenz, da Guatemala, democraticamente eleito – morreram 200 mil civis;
1963: Os EUA apoiam o assassínio do presidente Diem, do Vietname do Sul;
1963-1975: O exército dos EUA mata 4 milhões de pessoas no Sudoeste Asiático;
11 de Setembro de 1973: Os EUA organizam um Golpe de Estado no Chile, onde o presidente democraticamente eleito Salvador Allende é assassinado – como consequência, o ditador Augusto Pinochet instala-se no poder: no período que se seguiu, foram assassinados 5 mil chilenos;
1977: Os EUA apoia o governo militar de El Salvador – como consequência, morreram 70 mil salvadorenhos e quatro freiras americanas;
1980: Os EUA treinaram Osama Bin Laden e terroristas associados para matar soviéticos. A CIA dá-lhes 3 mil milhões de dólares;
1981: O administração de Ronald Reagan, presidente dos EUA, treina e financia os denominados "Contras", para actuarem na Nicarágua – em consequência, morreram 30 mil nicaraguenses;
1982: Os EUA dão a Saddam Hussein, presidente do Iraque, milhares de milhões de dólares em armamento para matar iranianos, na guerra que o Iraque travava com o Irão;
1983: A administração americana dá, secretamente, armas ao Irão para matar iraquianos;
1989: o agente da CIA, Manuel Noriega, e também presidente do Panamá, desobedece às ordens do governo americano – como consequência, os EUA invadem o Panamá e afastam o general Noriega do poder; resultado: morreram 3 mil civis panamianos;
1990: O Iraque, ainda sobre a presidência ditatorial de Saddam Hussein, invade o Kuwait com armas que lhe tinham sido vendidas pelos EUA;
1991: Os EUA invadem o Iraque para repor no poder o, igualmente, ditador do Kuwait;
De 1991 até 2002: aviões norte-americanos bombardearam, por várias vezes, o Iraque; resultado: as Nações Unidas calculam que 500 mil crianças iraquianas morreram devido a bombardeamentos e sanções impostas ao povo iraquiano;
1998: O presidente dos EUA, Bill Clinton, bombardeia uma alegada "fábrica de armamento" no Sudão (país fortemente islâmico) – veio a saber-se que a referida fábrica produzia "Aspirina";
20 de Abril de 1999: Os EUA fazem o maior bombardeamento, registado até então, no Kosovo, largando 22 mísseis sobre a zona residencial da vila de Bogutovac, perto de Kraljevo; das zonas atingidas, consta um hospital e uma escola primária – morreram, para além de militares, civis;
2000-2001: Os EUA dão ao Afeganistão, na altura liderado pelos "Talibans" de Osama Bin Laden, 245 milhões de dólares em "ajudas";
11 de Setembro de 2001: Osama Bin Laden usa o que aprendeu com agentes da CIA para assassinar 3 mil pessoas, nos ataques terroristas contra alvos civis nos EUA;
2003: OS EUA invadem o Iraque – para além dos milhares de mortos iraquianos que resultaram da acção, morreram, até à data, quase 300 militares norte-americanos, em solo iraquiano;
13 de Março de 2004: Quem nos dera a nós, comunicadores, saber o que ainda está para acontecer! No entanto, temos a responsabilidade de, imparcialmente e objectivamente, publicar, mostrar e falar da informação que está "para trás".
Ora aqui está uma sugestão dirigida aos vários meios de comunicação, que, apesar de fazerem (e o terem feito outras tantas vezes) várias peças jornalísticas sobre as causas/origens/motivações do terrorismo, provavelmente não deram a esta matéria o mesmo destaque que dão a tantas outras;
Sem o querendo fazer aqui, até porque não é o lugar apropriado, publico algumas datas e informações que já fazem parte da história, e que poderão ajudar, de alguma forma, a compreendermos porque algumas das "coisas" acontecem no nosso mundo;
Da informação que disponibilizo a seguir, não quero transformar os Estados Unidos da América nos "maus" da civilização mundial, até porque, muitas das situações teriam de ser contextualizadas historicamente, como o período da "Guerra Fria", por exemplo, mas algumas das explicações que aquele telespectador procura poderão também encontrar-se nos acontecimentos abaixo referidos:
1953: Os Estados Unidos da América (EUA) derrubam o primeiro-ministro Mossadeq do Irão e instalam o Xá como ditador;
1954: Os (EUA) derrubam o presidente Arbenz, da Guatemala, democraticamente eleito – morreram 200 mil civis;
1963: Os EUA apoiam o assassínio do presidente Diem, do Vietname do Sul;
1963-1975: O exército dos EUA mata 4 milhões de pessoas no Sudoeste Asiático;
11 de Setembro de 1973: Os EUA organizam um Golpe de Estado no Chile, onde o presidente democraticamente eleito Salvador Allende é assassinado – como consequência, o ditador Augusto Pinochet instala-se no poder: no período que se seguiu, foram assassinados 5 mil chilenos;
1977: Os EUA apoia o governo militar de El Salvador – como consequência, morreram 70 mil salvadorenhos e quatro freiras americanas;
1980: Os EUA treinaram Osama Bin Laden e terroristas associados para matar soviéticos. A CIA dá-lhes 3 mil milhões de dólares;
1981: O administração de Ronald Reagan, presidente dos EUA, treina e financia os denominados "Contras", para actuarem na Nicarágua – em consequência, morreram 30 mil nicaraguenses;
1982: Os EUA dão a Saddam Hussein, presidente do Iraque, milhares de milhões de dólares em armamento para matar iranianos, na guerra que o Iraque travava com o Irão;
1983: A administração americana dá, secretamente, armas ao Irão para matar iraquianos;
1989: o agente da CIA, Manuel Noriega, e também presidente do Panamá, desobedece às ordens do governo americano – como consequência, os EUA invadem o Panamá e afastam o general Noriega do poder; resultado: morreram 3 mil civis panamianos;
1990: O Iraque, ainda sobre a presidência ditatorial de Saddam Hussein, invade o Kuwait com armas que lhe tinham sido vendidas pelos EUA;
1991: Os EUA invadem o Iraque para repor no poder o, igualmente, ditador do Kuwait;
De 1991 até 2002: aviões norte-americanos bombardearam, por várias vezes, o Iraque; resultado: as Nações Unidas calculam que 500 mil crianças iraquianas morreram devido a bombardeamentos e sanções impostas ao povo iraquiano;
1998: O presidente dos EUA, Bill Clinton, bombardeia uma alegada "fábrica de armamento" no Sudão (país fortemente islâmico) – veio a saber-se que a referida fábrica produzia "Aspirina";
20 de Abril de 1999: Os EUA fazem o maior bombardeamento, registado até então, no Kosovo, largando 22 mísseis sobre a zona residencial da vila de Bogutovac, perto de Kraljevo; das zonas atingidas, consta um hospital e uma escola primária – morreram, para além de militares, civis;
2000-2001: Os EUA dão ao Afeganistão, na altura liderado pelos "Talibans" de Osama Bin Laden, 245 milhões de dólares em "ajudas";
11 de Setembro de 2001: Osama Bin Laden usa o que aprendeu com agentes da CIA para assassinar 3 mil pessoas, nos ataques terroristas contra alvos civis nos EUA;
2003: OS EUA invadem o Iraque – para além dos milhares de mortos iraquianos que resultaram da acção, morreram, até à data, quase 300 militares norte-americanos, em solo iraquiano;
13 de Março de 2004: Quem nos dera a nós, comunicadores, saber o que ainda está para acontecer! No entanto, temos a responsabilidade de, imparcialmente e objectivamente, publicar, mostrar e falar da informação que está "para trás".
sexta-feira, março 12, 2004
Terrorismo em Espanha: as imagens valem por mil palavras!
É, infelizmente, em situações dramáticas e de terror como as vividas ontem – 11 de Março de 2004 –, em Madrid, que o "olhar" dos fotojornalistas valoriza o trabalho desempenhado por aqueles profissionais da comunicação, levando a todo o mundo as imagens que, a maioria, preferia não ver nunca. Mas elas são reais e mostram a dureza e o sofrimento causado pelos ataques terroristas em várias estações e carruagens de comboio.
Algumas daquelas fotografias estão já disponíveis para visualização no "Banco de Imagens" deste "blog" e, uma parte delas, pela sua "brutalidade", poderão não ser aconselháveis à visualização dos "blogistas" mais susceptíveis.
É nestas situações que a célebre frase se aplica: "Uma imagem vale por mil palavras".
Nota: A imagens disponibilizadas neste "blog" foram recolhidas na edição "on-line" do diário espanhol "El Mundo" e são apenas uma parte das inúmeras fotografias que aquele jornal disponibiliza no endereço: www.elmundo.es/fotografia/2004/03/atentados
Algumas daquelas fotografias estão já disponíveis para visualização no "Banco de Imagens" deste "blog" e, uma parte delas, pela sua "brutalidade", poderão não ser aconselháveis à visualização dos "blogistas" mais susceptíveis.
É nestas situações que a célebre frase se aplica: "Uma imagem vale por mil palavras".
Nota: A imagens disponibilizadas neste "blog" foram recolhidas na edição "on-line" do diário espanhol "El Mundo" e são apenas uma parte das inúmeras fotografias que aquele jornal disponibiliza no endereço: www.elmundo.es/fotografia/2004/03/atentados
Horas de terror em Madrid
A edição "on-line" do diário espanhol "El Pais" colocou na web uma "animação" que explica a sucessão de todos os momentos dramáticos e de terror vividos na manhã do dia 11 de Março, na capital espanhola; para visualizar cliquem no endereço: www.elpais.es/fotogalerias/popup_animacion.html?xref=20040311elpepunac_2
Nota: os ataques em Madrid aconteceram, precisamente, dois anos e meio depois dos ataques terroristas em Nova Iorque. Coincidência?!
Nota: os ataques em Madrid aconteceram, precisamente, dois anos e meio depois dos ataques terroristas em Nova Iorque. Coincidência?!
quarta-feira, março 10, 2004
Promoção não é informação! - ponto final, parágrafo.
A semana passada, durante um programa de informação sobre o Euro 2004, transmitido pela RTP1, pensei, a determinada altura, estar a assistir a outra triste cena semelhante àquela que o presidente da Câmara de Marco de Canavezes, Avelino Ferreira Torres, protagonizou, dias antes, no "Jornal da Noite", na SIC, com o jornalista Paulo Camacho.
Desta vez, o protagonista de algumas palavras infelizes foi o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, um dos entrevistados do jornalista Carlos Daniel. Tudo porque Gilberto Madaíl não gostou da exibição de algumas reportagens emitidas durante o programa, pelo que recusou, por várias vezes, responder a uma questão colocada pelo jornalista, querendo falar a todo o custo, de forma, posso mesmo dizer, abusiva, a fim de defender-se do que não tinha gostado de ver nas referidas reportagens – a título de exemplo, uma das "peças jornalísticas" reportou que o Euro não vai chegar à zona Interior do País, e as consequências negativas que isso trará para aquelas regiões;
Palavra puxa palavra, a conversa entre Gilberto Madaíl e Carlos Daniel começou, por assim dizer, a "azedar", até que, para meu espanto – e de alguns telespectadores, certamente – Gilberto Madaíl não só começou por ser indelicado com o jornalista, como afirmou, notem bem, que o programa não estava a promover o Euro 2004, ao que o jornalista respondeu, e muito bem: «Não estou aqui para promover o Euro, mas para fazer perguntas»; o meu aplauso (o nosso aplauso!) ao jornalista, de quem não seria de esperar outra coisa; em resposta a Carlos Daniel, Gilberto Madaíl tem a seguinte (triste) afirmação: «Não participo em mais nenhum programa que não seja para promover e divulgar o Euro»;
Para bom entendedor, as palavras atrás referidas são suficientes para perceber onde quero chegar, mas não termino sem uma nota:
Já chega de "achincalharem" o «bom» jornalismo que se faz em Portugal e de tratarem mal alguns «bons» jornalistas (o mau, que também existe, não deve ser tomado pelo todo, como, de resto, se constata em todas as profissões); Afinal, nós, comunicadores, não "ensinamos" aos entrevistados como deverão desempenhar o seu trabalho, então porque teimam, alguns deles, em ensinar-nos o nosso?! Ponto final, parágrafo.
Desta vez, o protagonista de algumas palavras infelizes foi o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, um dos entrevistados do jornalista Carlos Daniel. Tudo porque Gilberto Madaíl não gostou da exibição de algumas reportagens emitidas durante o programa, pelo que recusou, por várias vezes, responder a uma questão colocada pelo jornalista, querendo falar a todo o custo, de forma, posso mesmo dizer, abusiva, a fim de defender-se do que não tinha gostado de ver nas referidas reportagens – a título de exemplo, uma das "peças jornalísticas" reportou que o Euro não vai chegar à zona Interior do País, e as consequências negativas que isso trará para aquelas regiões;
Palavra puxa palavra, a conversa entre Gilberto Madaíl e Carlos Daniel começou, por assim dizer, a "azedar", até que, para meu espanto – e de alguns telespectadores, certamente – Gilberto Madaíl não só começou por ser indelicado com o jornalista, como afirmou, notem bem, que o programa não estava a promover o Euro 2004, ao que o jornalista respondeu, e muito bem: «Não estou aqui para promover o Euro, mas para fazer perguntas»; o meu aplauso (o nosso aplauso!) ao jornalista, de quem não seria de esperar outra coisa; em resposta a Carlos Daniel, Gilberto Madaíl tem a seguinte (triste) afirmação: «Não participo em mais nenhum programa que não seja para promover e divulgar o Euro»;
Para bom entendedor, as palavras atrás referidas são suficientes para perceber onde quero chegar, mas não termino sem uma nota:
Já chega de "achincalharem" o «bom» jornalismo que se faz em Portugal e de tratarem mal alguns «bons» jornalistas (o mau, que também existe, não deve ser tomado pelo todo, como, de resto, se constata em todas as profissões); Afinal, nós, comunicadores, não "ensinamos" aos entrevistados como deverão desempenhar o seu trabalho, então porque teimam, alguns deles, em ensinar-nos o nosso?! Ponto final, parágrafo.
"para-jornalistas" já tem "Banco de Imagens"
Doze dias depois, regresso para "noticiar" uma novidade deste "blog"; para aqueles que ainda não deram por ela, desde ontem que está disponível um "Banco de Imagens" do "para-jornalistas".
Trata-se de um álbum que aloja uma variedade de fotografias e imagens. Algumas delas estão associadas ao fotojornalismo, outras são de carácter geral, como é exemplo a banda desenha, porque este espaço também quer viver do mundo imaginário... Afinal, ele faz parte da nossa vida!
O "Banco de Imagens" é também um álbum aberto a todos os seus visitantes; as sugestões deverão ser enviadas para o e-mail deste "blog".
Até breve.
Trata-se de um álbum que aloja uma variedade de fotografias e imagens. Algumas delas estão associadas ao fotojornalismo, outras são de carácter geral, como é exemplo a banda desenha, porque este espaço também quer viver do mundo imaginário... Afinal, ele faz parte da nossa vida!
O "Banco de Imagens" é também um álbum aberto a todos os seus visitantes; as sugestões deverão ser enviadas para o e-mail deste "blog".
Até breve.
sábado, fevereiro 28, 2004
"Dossier armas de destruição maciça": já informámos tudo?
Desde o início deste ano que o assunto sobre a não existência de "armas de destruição maciça" no Iraque tem sido um dos principais temas focados pelos meios de comunicação de todo o mundo, inclusive, nos "media" nacionais. E tudo porque – como todos já saberão –, as razões apresentadas por alguns países, inclusive pelo Governo português, para agir militarmente no Iraque, afinal não tinham 100 por cento de consistência, ou eram insuficientes para motivar tal reacção militar; isto, com base em vários testemunhos que, entretanto, vieram "a lume", difundidos e publicados por vários órgãos de comunicação social, como, aliás, normalmente acontece.
Como jornalista, parece-me interessante observar que aquele tema tem sido fortemente "discutido" nos "media", sobretudo nos que integram os países que fizeram parte da força militar que agiu no Iraque, com destaque para os meios de comunicação norte-americanos e britânicos*, e também, embora com menos expressão, nos "media" nacionais. E fizeram-no, ou têm-no feito, porque aquela iniciativa militar foi justificada com base em informações divulgadas por esses governos, que, agora, parecem "cair por terra".
Como lhes compete, os "media" procuraram saber, analisar e divulgar os motivos e as razões que terão levado a tais "erros de informação", mas quiseram, e querem, sobretudo, informar. Nesta perspectiva, penso que os media nacionais não seguiram "a linha" percorrida por alguns dos seus congéneres internacionais.
Dou como exemplo uma pesquisa que efectuei na edições on-line de dois jornais de forte expressão nacional, o Público (um diário) e o Expresso (um semanário), onde, desde o primeiro dia do corrente ano, publicaram várias notícias (dezenas) sobre aquele assunto, mas remetendo sempre, ou quase sempre, o tema como uma questão internacional, pelo que pergunto: Não esteve também Portugal, desde o início, de braço dado com outros países na questão da invasão do Iraque? Não afirmou o primeiro-ministro Durão Barroso, de forma peremptória, na Assembleia da República, que Portugal tinha "provas" de que no Iraque existiam "armas de destruição maciça"? A resposta, como todos sabem, é positiva; então porque os "media" nacionais não trataram este assunto como um tema nacional? Porquê raras as vezes questionaram o Governo sobre esta matéria?
Por enquanto, não encontro resposta para estas questões, mas têm me dado que pensar, sobretudo quando me coloco no papel de leitor, ouvinte e telespectador; Afinal, nós, jornalistas, também somos os destinatários da informação; Será que como jornalistas, e sobre este assunto, temos cumprido o nosso papel?
*(alguns excertos)
in Público
9 Janeiro 2004
"New York Times"
«EUA terão desistido de encontrar armas de destruição maciça
Oficiais das Forças Armadas dos Estados Unidos admitiram ontem ao "New York Times" que Washington praticamente desistiu de encontrar no Iraque esconderijos com as armas de destruição maciça - químicas e biológicas - apontadas como um dos motivos principais para desencadear em Março a guerra contra Saddam Hussein. (...)».
«Apesar de dar importância às relações amigáveis com os EUA
Durão manifesta-se contra pena de morte a Saddam Hussein
Durão Barroso defendeu ontem à noite a importância de um relacionamento amigável com os Estados Unidos, embora tenha discordado de alguma políticas norte-americanas, nomeadamente a possibilidade de ser aplicada a pena de morte ao ex-ditador iraquiano Saddam Hussein. (...)».
14 Janeiro 2004
«Relatório publicado ontem pelo War College do Exército dos EUA
A guerra com o Iraque foi um "erro estratégico"
A guerra desencadeada pelos Estados Unidos no Iraque não só foi "desnecessária" como resultou de um erro estratégico ao reunir "regimes como o de Saddam Hussein e a Al-Qaeda como se fossem uma única ameaça não diferenciada", afirma um relatório publicado ontem pelo War College do Exército dos Estados Unidos. (...)».
---
in Expresso
31 Janeiro 2004
«Bush continua a negar
O PRESIDENTE Bush continua a não reconhecer que tenha havido algum erro de informação dos serviços secretos ou inexactidão nas palavras que utilizou para convencer o povo americano e o Congresso a autorizá-lo a invadir o Iraque. (...)».
«Tony Blair sobrevive ao Relatório Hutton
O PRIMEIRO-MINISTRO britânico, Tony Blair, sobreviveu incólume à semana que prometia ser a mais infernal dos seus dois mandatos. A proposta de lei sobre as propinas foi aprovada na Câmara dos Comuns por uma maioria de cinco votos, e o relatório Hutton à morte do cientista David Kelly ilibou Blair e o ministro da Defesa, Geoff Hoon, de terem enganado a opinião pública quanto à capacidade militar do Iraque. (...)».
7 Fevereiro 2004
«Dossiê Iraque na mira
O PRIMEIRO-MINISTRO britânico, Tony Blair, esperava encerrar de vez o controverso «dossiê Iraque» com a publicação do Relatório Hutton, mas os seus cálculos saíram errados. O relatório não pôs fim às dúvidas da opinião pública ao ter ilibado o Governo de forma tão clara e inequívoca. (...)».
«Bush e Blair de mãos vazias
OS EUA e a Grã-Bretanha anunciaram nos últimos dias que vão realizar investigações, separadas, sobre as razões pelas quais as apregoadas armas de destruição maciça iraquianas nunca foram encontradas. Nos meses que antecederam a invasão ou já com as operações militares em curso, os governos dos dois parceiros transatlânticos -, mais o aliado espanhol (hoje o mais renitente às evidências) -, garantiam que o Iraque possuía armamento químico e biológico, além de estar a desenvolver armas nucleares. (...)».
«BBC sob fogo cruzado
A British Broadcasting Corporation (BBC) vive o pior momento da sua história, com demissões em série, movimento de solidariedade com os demitidos, abaixo-assinados, críticas ao Governo de Tony Blair - enfim, a maior convulsão interna de que há memória. (...)».
«A BBC e os factos
MUITAS pessoas ficaram surpreendidas com o recente relatório de Lord Hutton que ilibou o Governo Blair e culpou a BBC de sérias irregularidades, entre as quais a voluntária distorção da verdade. (...)».
«A grande barrela
AFINAL, lá cortaram outra vez a cabeça ao mensageiro. O portador das más notícias foi, neste caso, a BBC, que se aproximou demasiado da verdade dos factos, mas o fez com maus modos, bruscamente e de má-fé, sem avisar nem pedir licença ao Governo do senhor Tony Blair. A dar crédito ao relatório do juiz Brian Hutton, o primeiro-ministro britânico é um santo homem que se enganou ou foi enganado e nos enganou a todos de boa-fé. Não é admissível questionar a sua integridade moral e a sua autoridade política por causa de umas quantas mentiras de interesse público induzidas por serviços secretos incompetentes. (...)».
Como jornalista, parece-me interessante observar que aquele tema tem sido fortemente "discutido" nos "media", sobretudo nos que integram os países que fizeram parte da força militar que agiu no Iraque, com destaque para os meios de comunicação norte-americanos e britânicos*, e também, embora com menos expressão, nos "media" nacionais. E fizeram-no, ou têm-no feito, porque aquela iniciativa militar foi justificada com base em informações divulgadas por esses governos, que, agora, parecem "cair por terra".
Como lhes compete, os "media" procuraram saber, analisar e divulgar os motivos e as razões que terão levado a tais "erros de informação", mas quiseram, e querem, sobretudo, informar. Nesta perspectiva, penso que os media nacionais não seguiram "a linha" percorrida por alguns dos seus congéneres internacionais.
Dou como exemplo uma pesquisa que efectuei na edições on-line de dois jornais de forte expressão nacional, o Público (um diário) e o Expresso (um semanário), onde, desde o primeiro dia do corrente ano, publicaram várias notícias (dezenas) sobre aquele assunto, mas remetendo sempre, ou quase sempre, o tema como uma questão internacional, pelo que pergunto: Não esteve também Portugal, desde o início, de braço dado com outros países na questão da invasão do Iraque? Não afirmou o primeiro-ministro Durão Barroso, de forma peremptória, na Assembleia da República, que Portugal tinha "provas" de que no Iraque existiam "armas de destruição maciça"? A resposta, como todos sabem, é positiva; então porque os "media" nacionais não trataram este assunto como um tema nacional? Porquê raras as vezes questionaram o Governo sobre esta matéria?
Por enquanto, não encontro resposta para estas questões, mas têm me dado que pensar, sobretudo quando me coloco no papel de leitor, ouvinte e telespectador; Afinal, nós, jornalistas, também somos os destinatários da informação; Será que como jornalistas, e sobre este assunto, temos cumprido o nosso papel?
*(alguns excertos)
in Público
9 Janeiro 2004
"New York Times"
«EUA terão desistido de encontrar armas de destruição maciça
Oficiais das Forças Armadas dos Estados Unidos admitiram ontem ao "New York Times" que Washington praticamente desistiu de encontrar no Iraque esconderijos com as armas de destruição maciça - químicas e biológicas - apontadas como um dos motivos principais para desencadear em Março a guerra contra Saddam Hussein. (...)».
«Apesar de dar importância às relações amigáveis com os EUA
Durão manifesta-se contra pena de morte a Saddam Hussein
Durão Barroso defendeu ontem à noite a importância de um relacionamento amigável com os Estados Unidos, embora tenha discordado de alguma políticas norte-americanas, nomeadamente a possibilidade de ser aplicada a pena de morte ao ex-ditador iraquiano Saddam Hussein. (...)».
14 Janeiro 2004
«Relatório publicado ontem pelo War College do Exército dos EUA
A guerra com o Iraque foi um "erro estratégico"
A guerra desencadeada pelos Estados Unidos no Iraque não só foi "desnecessária" como resultou de um erro estratégico ao reunir "regimes como o de Saddam Hussein e a Al-Qaeda como se fossem uma única ameaça não diferenciada", afirma um relatório publicado ontem pelo War College do Exército dos Estados Unidos. (...)».
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in Expresso
31 Janeiro 2004
«Bush continua a negar
O PRESIDENTE Bush continua a não reconhecer que tenha havido algum erro de informação dos serviços secretos ou inexactidão nas palavras que utilizou para convencer o povo americano e o Congresso a autorizá-lo a invadir o Iraque. (...)».
«Tony Blair sobrevive ao Relatório Hutton
O PRIMEIRO-MINISTRO britânico, Tony Blair, sobreviveu incólume à semana que prometia ser a mais infernal dos seus dois mandatos. A proposta de lei sobre as propinas foi aprovada na Câmara dos Comuns por uma maioria de cinco votos, e o relatório Hutton à morte do cientista David Kelly ilibou Blair e o ministro da Defesa, Geoff Hoon, de terem enganado a opinião pública quanto à capacidade militar do Iraque. (...)».
7 Fevereiro 2004
«Dossiê Iraque na mira
O PRIMEIRO-MINISTRO britânico, Tony Blair, esperava encerrar de vez o controverso «dossiê Iraque» com a publicação do Relatório Hutton, mas os seus cálculos saíram errados. O relatório não pôs fim às dúvidas da opinião pública ao ter ilibado o Governo de forma tão clara e inequívoca. (...)».
«Bush e Blair de mãos vazias
OS EUA e a Grã-Bretanha anunciaram nos últimos dias que vão realizar investigações, separadas, sobre as razões pelas quais as apregoadas armas de destruição maciça iraquianas nunca foram encontradas. Nos meses que antecederam a invasão ou já com as operações militares em curso, os governos dos dois parceiros transatlânticos -, mais o aliado espanhol (hoje o mais renitente às evidências) -, garantiam que o Iraque possuía armamento químico e biológico, além de estar a desenvolver armas nucleares. (...)».
«BBC sob fogo cruzado
A British Broadcasting Corporation (BBC) vive o pior momento da sua história, com demissões em série, movimento de solidariedade com os demitidos, abaixo-assinados, críticas ao Governo de Tony Blair - enfim, a maior convulsão interna de que há memória. (...)».
«A BBC e os factos
MUITAS pessoas ficaram surpreendidas com o recente relatório de Lord Hutton que ilibou o Governo Blair e culpou a BBC de sérias irregularidades, entre as quais a voluntária distorção da verdade. (...)».
«A grande barrela
AFINAL, lá cortaram outra vez a cabeça ao mensageiro. O portador das más notícias foi, neste caso, a BBC, que se aproximou demasiado da verdade dos factos, mas o fez com maus modos, bruscamente e de má-fé, sem avisar nem pedir licença ao Governo do senhor Tony Blair. A dar crédito ao relatório do juiz Brian Hutton, o primeiro-ministro britânico é um santo homem que se enganou ou foi enganado e nos enganou a todos de boa-fé. Não é admissível questionar a sua integridade moral e a sua autoridade política por causa de umas quantas mentiras de interesse público induzidas por serviços secretos incompetentes. (...)».
domingo, fevereiro 22, 2004
Os porquês de uma imagem valer por mil palavras...
Para a maioria dos leitores deste blog – senão mesmo para todos –, a expressão "uma imagem vale por mil palavras" não é desconhecida. Assim como não será, a esta altura, o seu conhecimento dos prémios atribuídos pela "World Press Photo" - organização que existe para, e passo a citar: «encorajar os profissionais no fotojornalismo e promover uma livre e não restritiva troca de informação» – em todo o caso, nunca é demais dar uma olhadela nos vencedores deste ano, o que poderão fazer através do endereço "linkado" nesta página; aliás esta é uma das novidades que introduzi neste blog: "links" associados ao fotojornalismo, não só por se tratar de uma área fundamental no jornalismo actual, mas também por ser um dos meus fortes interesses na comunicação;
Associada àquele vertente está também a página "web" do jornalista Carlos Pinto Coelho, outras das novidades que introduzo neste blog; faço-o porque é há muito tempo uma página que faz parte dos meus favoritos, pelo que aconselho a sua visita;
Acrescento uma nota: Carlos Pinto Coelho tem feito um trabalho notável na área da fotografia e, como pessoa, é excepcional; tive o prazer de o entrevistar há cerca de três anos – numa abordagem quer ao seu trabalho fotográfico quer jornalístico, nomeadamente na divulgação cultural através do programa "Acontece" (que Saudades!) – e digo-vos que foi a individualidade que mais gostei de entrevistar até aos dias de hoje; se por um acaso ele visitar esta página, aqui segue um abraço para ele.
Outras das novidades desta página, também ao nível de novos "links", são os endereços do blog nacional "JornalismoPortoNet" e do espanhol "e-periodistas.weblog", ambos associados à área da comunicação;
Uma nota também ao blog "pedras salgadas", do meu amigo NunoC.
Até breve...
Associada àquele vertente está também a página "web" do jornalista Carlos Pinto Coelho, outras das novidades que introduzo neste blog; faço-o porque é há muito tempo uma página que faz parte dos meus favoritos, pelo que aconselho a sua visita;
Acrescento uma nota: Carlos Pinto Coelho tem feito um trabalho notável na área da fotografia e, como pessoa, é excepcional; tive o prazer de o entrevistar há cerca de três anos – numa abordagem quer ao seu trabalho fotográfico quer jornalístico, nomeadamente na divulgação cultural através do programa "Acontece" (que Saudades!) – e digo-vos que foi a individualidade que mais gostei de entrevistar até aos dias de hoje; se por um acaso ele visitar esta página, aqui segue um abraço para ele.
Outras das novidades desta página, também ao nível de novos "links", são os endereços do blog nacional "JornalismoPortoNet" e do espanhol "e-periodistas.weblog", ambos associados à área da comunicação;
Uma nota também ao blog "pedras salgadas", do meu amigo NunoC.
Até breve...
domingo, fevereiro 15, 2004
Qual é a importância do jornalismo regional?
O jornalismo tem destas coisas: quantas vezes – inúmeras, mesmo! – os órgãos de comunicação regional, sejam eles escritos ou radiofónicos, não "vão atrás" de uma notícia publicada num qualquer órgão de comunicação nacional, por forma a regionalizar essa mesma informação; quem trabalhou, ou trabalha, no jornalismo regional, sabe que assim acontece; mas o inverso também acontece, e não são tão poucas as vezes como isso; vejamos:
Na passada quinta-feira, dia 12 de Fevereiro, o Diário de Leiria faz "manchete" da seguinte notícia (uma novidade até então):
«Automobilistas controlados na A8
O “Big Brother” chegou à A8 - a auto-estrada que liga Leiria a Lisboa. A concessionária regista a matrícula de quem demora mais do que o normal a efectuar a viagem. Defensores dos consumidores dizem que é ilegal. Comissão Nacional de Protecção de Dados confirma (...)».
Cerca de 24 horas depois, o "Público on-line" (Última Hora), noticiava:
«Associações de consumidores consideram a prática ilegal
Concessionária da auto-estrada A8 regista matrículas sem autorização
A Auto Estradas do Atlântico (AEA), concessionária das auto-estradas A8 (Lisboa-Leiria) e A15 (Óbidos-Santarém), está a registar as matrículas das viaturas dos condutores que demorem muito tempo entre as suas portagens. A empresa confirmou o procedimento ao PÚBLICO, mas não revelou o que faz com esses dados nem o que entende por "muito tempo". (...)».
Quero com isto dizer que o jornalismo regional também tem expressão, embora não tantas as vezes como o justificaria; também se faz "bom" jornalismo nos inúmeros jornais e radios "regionais e/ou locais", mas na maioria das vezes o seu trabalho/informação não tem a expressão desejada; mas poderão dizer alguns: "sim, mas uma grande parte desses órgãos de comunicação regional/local não conseguem manter a desejada qualidade jornalística" - pergunto: o mesmo não acontece inúmeras vezes em órgãos de comunicação com expressão nacional?!
Voltando ao caso, julgo que o Público teve conhecimento da referida notícia através da Revista de Imprensa do Centro, da Lusa, uma prática diária realizada por aquela agência de notícias, que notíciou, nesse mesmo dia 12:
«(...) no Diário de Leiria, o facto de a empresa Autoestradas do Atlântico estar, alegadamente, a registar "matrículas de condutores demorados" na A8 suscita a manchete "+Big Brother+ na A8". (...)»
... em mais nenhum órgão de comunicação social foi referido o nome do Diário de Leiria, pelo contrário; por exemplo, nos vários blocos notíciários das rádios Antena 1 e TSF, entre as 19 e as 21 horas de sexta-feira, dia 13, aquela notícia assumiu principal destaque, chegando mesmo a Antena 1 a atribuir a notícia ao jornal Público; não há mal nenhum nisso, pelo contrário, e, tal como o Público, aqueles órgãos de comunicação radiofónica citaram as suas fontes; no caso do Público, algumas das fontes utilizadas foram as mesmas do Diário de Leiria;
Conclusão: o jornalismo regional também é, pode, e deve ser uma referência; ...às vezes não lhe é dado o devido valor!
E vocês (comunicadores/leitores, ouvintes, telespectadores) o pensam disto?...
Na passada quinta-feira, dia 12 de Fevereiro, o Diário de Leiria faz "manchete" da seguinte notícia (uma novidade até então):
«Automobilistas controlados na A8
O “Big Brother” chegou à A8 - a auto-estrada que liga Leiria a Lisboa. A concessionária regista a matrícula de quem demora mais do que o normal a efectuar a viagem. Defensores dos consumidores dizem que é ilegal. Comissão Nacional de Protecção de Dados confirma (...)».
Cerca de 24 horas depois, o "Público on-line" (Última Hora), noticiava:
«Associações de consumidores consideram a prática ilegal
Concessionária da auto-estrada A8 regista matrículas sem autorização
A Auto Estradas do Atlântico (AEA), concessionária das auto-estradas A8 (Lisboa-Leiria) e A15 (Óbidos-Santarém), está a registar as matrículas das viaturas dos condutores que demorem muito tempo entre as suas portagens. A empresa confirmou o procedimento ao PÚBLICO, mas não revelou o que faz com esses dados nem o que entende por "muito tempo". (...)».
Quero com isto dizer que o jornalismo regional também tem expressão, embora não tantas as vezes como o justificaria; também se faz "bom" jornalismo nos inúmeros jornais e radios "regionais e/ou locais", mas na maioria das vezes o seu trabalho/informação não tem a expressão desejada; mas poderão dizer alguns: "sim, mas uma grande parte desses órgãos de comunicação regional/local não conseguem manter a desejada qualidade jornalística" - pergunto: o mesmo não acontece inúmeras vezes em órgãos de comunicação com expressão nacional?!
Voltando ao caso, julgo que o Público teve conhecimento da referida notícia através da Revista de Imprensa do Centro, da Lusa, uma prática diária realizada por aquela agência de notícias, que notíciou, nesse mesmo dia 12:
«(...) no Diário de Leiria, o facto de a empresa Autoestradas do Atlântico estar, alegadamente, a registar "matrículas de condutores demorados" na A8 suscita a manchete "+Big Brother+ na A8". (...)»
... em mais nenhum órgão de comunicação social foi referido o nome do Diário de Leiria, pelo contrário; por exemplo, nos vários blocos notíciários das rádios Antena 1 e TSF, entre as 19 e as 21 horas de sexta-feira, dia 13, aquela notícia assumiu principal destaque, chegando mesmo a Antena 1 a atribuir a notícia ao jornal Público; não há mal nenhum nisso, pelo contrário, e, tal como o Público, aqueles órgãos de comunicação radiofónica citaram as suas fontes; no caso do Público, algumas das fontes utilizadas foram as mesmas do Diário de Leiria;
Conclusão: o jornalismo regional também é, pode, e deve ser uma referência; ...às vezes não lhe é dado o devido valor!
E vocês (comunicadores/leitores, ouvintes, telespectadores) o pensam disto?...
sábado, fevereiro 14, 2004
Como é bom informar... que bom é ser informado... e... que bom é saber que informamos...
Como para a maioria, ou mesmo para todos os jornalistas da imprensa escrita, escrever é a minha grande paixão; descobri que queria ser jornalista aos 18 anos; até lá quis "ser" de tudo um pouco: economista, advogado, historiador, professor (profissão que ainda anseio vir a desempenhar na área da comunicação), e, finalmente, jornalista; foi esta profissão que decidi abraçar, começando a lutar por ela aos 21 anos, altura em que ingressei na universidade.
Na área da comunicação, a rádio foi a minha primeira paixão, até que... descobri o jornalismo escrito, o qual nunca mais abandonei até à data (oportunidade que, nos dias de hoje, nos podemos orgulhar, visto que é cada vez mais difícil de conquistar e, porque não afirmá-lo, de desempenhar – mas isso são contas de outro rosário!).
Desde o dia em que escrevi a minha primeira "peça" (ainda sem estar inserido no mercado de trabalho) que me senti fascinado pela oportunidade de poder estar a informar, nem que fosse apenas um leitor; ao ingressar no jornalismo, fazendo dele a minha profissão, naturalmente os leitores aumentaram e a satisfação de escrever foi aumentando; e se no início existia algum vaidosismo por ser um dos comunicadores deste País, esse sentimento foi desaparecendo com o tempo, o que julgo acontecer com todos os jovens jornalistas; acabamos por encarar uma qualquer "peça" jornalística com naturalidade,... uma é igual à outra, e assim sucessivamente, sempre na procura de poder informar o melhor possível... inconscientemente, ou conscientemente (ainda não sei), para atingir a "tal" máxima de todos os comunicadores: a objectividade – se ela é possível de atingir!
Voltando ao início da minha profissão, e passando aquela fase em que nos sentimos especiais por poder informar, esse sentimento apenas prevaleceu no que se refere às pessoas que nos são mais próximas. As que nos ajudaram, de alguma forma, a conquistar os nossos objectivos; refiro-me aos pais, avós, primos, tias, tios,... enfim, a todos os demais familiares e amigos. Pelo menos, no meu caso, foi assim; e, também no meu caso, tenho um leitor especial: o meu Avô! Desde o primeiro minuto que não perde uma notícia minha; desde logo fez questão de ser assinante do primeiro jornal em que trabalhei; é o assinante número 31, o que diz bem da sua vontade em querer estar informado; é certo, motivado por o neto participar nessa "roda viva" de notícias. Os seus, na época, 80 anos, não o impediram de ler com atenção tudo, ou quase tudo, o que vinha publicado; primeiro semanalmente, por se tratar de um semanário, e, presentemente, diariamente, por se tratar de um diário a minha nova segunda casa; e continua a fazê-lo, apesar dos seus 85 anos; se tenho algum leitor assíduo, posso afirmá-lo que, ele, é o meu avô; talvez seja o único, mas isso dá-me vontade de continuar a escrever, de continuar a informar...
Com isto, hoje tornei o meu avô em notícia, nem que seja para um único leitor desta página; neste momento, ele não é apenas mais um dos leitores "ocultos" das minhas notícias; é, ele próprio, um interveniente na notícia... apenas porque já cá não está para as ler; Espero que continue atento a todas as minhas notícias e que esta seja uma delas, porque... é dedicada a ele. Até sempre...
Na área da comunicação, a rádio foi a minha primeira paixão, até que... descobri o jornalismo escrito, o qual nunca mais abandonei até à data (oportunidade que, nos dias de hoje, nos podemos orgulhar, visto que é cada vez mais difícil de conquistar e, porque não afirmá-lo, de desempenhar – mas isso são contas de outro rosário!).
Desde o dia em que escrevi a minha primeira "peça" (ainda sem estar inserido no mercado de trabalho) que me senti fascinado pela oportunidade de poder estar a informar, nem que fosse apenas um leitor; ao ingressar no jornalismo, fazendo dele a minha profissão, naturalmente os leitores aumentaram e a satisfação de escrever foi aumentando; e se no início existia algum vaidosismo por ser um dos comunicadores deste País, esse sentimento foi desaparecendo com o tempo, o que julgo acontecer com todos os jovens jornalistas; acabamos por encarar uma qualquer "peça" jornalística com naturalidade,... uma é igual à outra, e assim sucessivamente, sempre na procura de poder informar o melhor possível... inconscientemente, ou conscientemente (ainda não sei), para atingir a "tal" máxima de todos os comunicadores: a objectividade – se ela é possível de atingir!
Voltando ao início da minha profissão, e passando aquela fase em que nos sentimos especiais por poder informar, esse sentimento apenas prevaleceu no que se refere às pessoas que nos são mais próximas. As que nos ajudaram, de alguma forma, a conquistar os nossos objectivos; refiro-me aos pais, avós, primos, tias, tios,... enfim, a todos os demais familiares e amigos. Pelo menos, no meu caso, foi assim; e, também no meu caso, tenho um leitor especial: o meu Avô! Desde o primeiro minuto que não perde uma notícia minha; desde logo fez questão de ser assinante do primeiro jornal em que trabalhei; é o assinante número 31, o que diz bem da sua vontade em querer estar informado; é certo, motivado por o neto participar nessa "roda viva" de notícias. Os seus, na época, 80 anos, não o impediram de ler com atenção tudo, ou quase tudo, o que vinha publicado; primeiro semanalmente, por se tratar de um semanário, e, presentemente, diariamente, por se tratar de um diário a minha nova segunda casa; e continua a fazê-lo, apesar dos seus 85 anos; se tenho algum leitor assíduo, posso afirmá-lo que, ele, é o meu avô; talvez seja o único, mas isso dá-me vontade de continuar a escrever, de continuar a informar...
Com isto, hoje tornei o meu avô em notícia, nem que seja para um único leitor desta página; neste momento, ele não é apenas mais um dos leitores "ocultos" das minhas notícias; é, ele próprio, um interveniente na notícia... apenas porque já cá não está para as ler; Espero que continue atento a todas as minhas notícias e que esta seja uma delas, porque... é dedicada a ele. Até sempre...
segunda-feira, fevereiro 09, 2004
VIVA!!! os «comments»... e os primeiros comentários...
Como alguns já terão reparado, finalmente consegui introduzir os «comments» no blog; devo-o ao meu amigo N. Crespo, que muito me ajudou nessa tarefa; aliás, para aqueles que necessitam de ajudam nessa matéria, cliquem no site indicado no final desta página (Haloscan) e sigam as intruções, após fazerem o vosso «sign in»;
A minha grande amiga, e também jornalista, Sara, foi a primeira a aceitar o desafio de comentar uma questão que lancei aqui:
Como defende a Sara, antecedendo a necessidade da criação de uma Ordem de Jornalistas, será necessário, primeiro, repensar os papéis dos orgãos associados à defesa e ao regulamento da Comunicação Social (CS) e seus profissionais, nomeadamente, Sindicato dos Jornalistas, Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e Alta Autoridade para a Comunicação Social. «Só depois de uma reflexão profunda, e clara definição de papéis e objectivos dos órgãos supra-citados, se poderá partir para a criação de uma Ordem dos Jornalistas».
...concordo com a sua opinião, mas acrescento:
Se repensarmos todos esses órgãos, será que se justifica a tal Ordem dos Jornalistas? Isto é, se esses órgãos funcionarem a 100 por cento e cumprirem aquilo para que foram criados, será necessário – como já defendem muitos – a tão proclamada Ordem de Jornalistas? Penso que não; aliás, acredito que essa questão nem se colocaria se, por exemplo, o Código Deontológico do Jornalista fosse respeitado, mas, infelizmente, há jornalistas que não sabem o que isso é!... e não são tão poucos como isso; contudo, não vamos cair na asneira de afirmar que, de repente, tudo o que se faz, ou quase tudo, na CS em Portugal, é mau; Como já escreveu o director do Expresso: «há que separar o trigo do joio» – há jornalistas bons e maus – aliás, como em tudo na vida, mas não generalizemos;
... e vocês, o que pensam?
A minha grande amiga, e também jornalista, Sara, foi a primeira a aceitar o desafio de comentar uma questão que lancei aqui:
Como defende a Sara, antecedendo a necessidade da criação de uma Ordem de Jornalistas, será necessário, primeiro, repensar os papéis dos orgãos associados à defesa e ao regulamento da Comunicação Social (CS) e seus profissionais, nomeadamente, Sindicato dos Jornalistas, Comissão da Carteira Profissional de Jornalista e Alta Autoridade para a Comunicação Social. «Só depois de uma reflexão profunda, e clara definição de papéis e objectivos dos órgãos supra-citados, se poderá partir para a criação de uma Ordem dos Jornalistas».
...concordo com a sua opinião, mas acrescento:
Se repensarmos todos esses órgãos, será que se justifica a tal Ordem dos Jornalistas? Isto é, se esses órgãos funcionarem a 100 por cento e cumprirem aquilo para que foram criados, será necessário – como já defendem muitos – a tão proclamada Ordem de Jornalistas? Penso que não; aliás, acredito que essa questão nem se colocaria se, por exemplo, o Código Deontológico do Jornalista fosse respeitado, mas, infelizmente, há jornalistas que não sabem o que isso é!... e não são tão poucos como isso; contudo, não vamos cair na asneira de afirmar que, de repente, tudo o que se faz, ou quase tudo, na CS em Portugal, é mau; Como já escreveu o director do Expresso: «há que separar o trigo do joio» – há jornalistas bons e maus – aliás, como em tudo na vida, mas não generalizemos;
... e vocês, o que pensam?
domingo, fevereiro 08, 2004
É necessário criar uma Ordem dos Jornalistas?
O texto publicado pelo director do semanário Expresso, José António Saraiva, há pouco mais de 15 dias, é um bom exemplo para aqui dar início a uma reflexão e debate – um dos propósitos deste blog –, sobretudo, por parte dos jornalistas; não apenas dos BONS, mas de todos eles!
De todo o artigo, não comento a afirmação «O jornalismo que o EXPRESSO faz não tem nada que ver com o jornalismo que se faz em alguns jornais», porque é o seu director que o diz;
em todo o caso, subscrevo a generalidade do artigo de José António Saraiva, num momento em que tanto se fala da necessidade de criar uma Ordem dos Jornalistas; e vocês, o que pensam disso?
Publico na íntegra o artigo assinado pelo director do Expresso:
«Os jornalistas
Eu costumo dizer que não tenho muitas das qualidades dos jornalistas – mas não tenho, também, muitos dos seus defeitos.
Talvez por não ser jornalista de raiz.
Como se sabe, formei-me em Arquitectura e antes de vir para o EXPRESSO como subdirector trabalhei 15 anos como arquitecto.
Isso pode contribuir para que tenha em relação ao jornalismo uma certa distância – que se traduzirá, aqui e ali, numa posição mais crítica.
Julgo, contudo, que seria saudável todos os jornalistas serem capazes de olhar o exercício da profissão com algum distanciamento.
Assim como há advogados bons e maus, médicos bons e maus, há jornalistas bons e maus.
Há jornalistas sérios e pouco sérios.
Há jornalistas com princípios e sem princípios.
Há jornalistas com talento e sem talento.
Por isso, não faz sentido um jornalista proteger outro só pelo facto de ser jornalista.
Pelo contrário: é bom que se comece a separar o trigo do joio e não se confunda o mau com o bom jornalismo, o jornalismo sério com o jornalismo sensacionalista, o jornalismo com regras com o jornalismo sem regras, o jornalismo que respeita a dignidade das pessoas com o jornalismo que salpica de lama toda a gente.
O jornalismo que o EXPRESSO faz não tem nada que ver com o jornalismo que se faz em alguns jornais.
Em relação a esse tipo de jornalismo, não devemos ser cúmplices – temos de ser críticos.
Para o jornalismo melhorar, é necessário que se comece a denunciar os excessos e os atropelos.
Juntar comida boa com comida estragada não dá comida assim-assim – dá comida estragada.
Juntar todo o jornalismo no mesmo saco conduzirá inevitavelmente ao descrédito de todos os jornalistas.».
20 Janeiro 2004
De todo o artigo, não comento a afirmação «O jornalismo que o EXPRESSO faz não tem nada que ver com o jornalismo que se faz em alguns jornais», porque é o seu director que o diz;
em todo o caso, subscrevo a generalidade do artigo de José António Saraiva, num momento em que tanto se fala da necessidade de criar uma Ordem dos Jornalistas; e vocês, o que pensam disso?
Publico na íntegra o artigo assinado pelo director do Expresso:
«Os jornalistas
Eu costumo dizer que não tenho muitas das qualidades dos jornalistas – mas não tenho, também, muitos dos seus defeitos.
Talvez por não ser jornalista de raiz.
Como se sabe, formei-me em Arquitectura e antes de vir para o EXPRESSO como subdirector trabalhei 15 anos como arquitecto.
Isso pode contribuir para que tenha em relação ao jornalismo uma certa distância – que se traduzirá, aqui e ali, numa posição mais crítica.
Julgo, contudo, que seria saudável todos os jornalistas serem capazes de olhar o exercício da profissão com algum distanciamento.
Assim como há advogados bons e maus, médicos bons e maus, há jornalistas bons e maus.
Há jornalistas sérios e pouco sérios.
Há jornalistas com princípios e sem princípios.
Há jornalistas com talento e sem talento.
Por isso, não faz sentido um jornalista proteger outro só pelo facto de ser jornalista.
Pelo contrário: é bom que se comece a separar o trigo do joio e não se confunda o mau com o bom jornalismo, o jornalismo sério com o jornalismo sensacionalista, o jornalismo com regras com o jornalismo sem regras, o jornalismo que respeita a dignidade das pessoas com o jornalismo que salpica de lama toda a gente.
O jornalismo que o EXPRESSO faz não tem nada que ver com o jornalismo que se faz em alguns jornais.
Em relação a esse tipo de jornalismo, não devemos ser cúmplices – temos de ser críticos.
Para o jornalismo melhorar, é necessário que se comece a denunciar os excessos e os atropelos.
Juntar comida boa com comida estragada não dá comida assim-assim – dá comida estragada.
Juntar todo o jornalismo no mesmo saco conduzirá inevitavelmente ao descrédito de todos os jornalistas.».
20 Janeiro 2004
Voltei... com algumas novidades
Cerca de duas semanas depois de ter criado este blog, volto a escrever. Nestes dias procurei saber mais sobre o «mundo dos blogs», e como alguns – os que já conhecem este meio de comunicação – terão reparado, introduzi algumas novidades; continuo a lutar para conseguir colocar uma forma que permita aos leitores deste blog deixarem os seus escritos, através dos denominados comentários (e afins...); até lá, poderão fazê-lo para o endereço que criei e que está localizado no final da página...
Sei que o facto de ainda não ter disponível um link para os vosso comentários tem afastado alguns curiosos deste blog, mas, insisto: façam-no, para já, através do e-mail: parajornalistas@hotmail.com;
Uma das novidades introduzidas neste blog foi a colocação de endereços de outros blogs, alguns deles «famosos», como o do deputado Pacheco Pereira «abrupto»; no entanto, quero destacar outros blogs: o «ponto media» – não só por ser da autoria de um jornalista, neste caso do jornal Público, mas porque o seu autor foi meu professor de jornalismo na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, pessoa a quem reconheço um grande profissionalismo; se por algum acaso ele vier a visitar este blog, aqui vai um abraço para ele;
e como quero que este blog seja também um espaço de debate alegre e de boa disposição, não resisti a alguns links para blogs de humor; destaco o «gato fedorento» - visitem-no também; e como seria enfadonho colocar todos os endereços de blogs disponíveis na web, deixo dois directórios para que façam a vossa busca por interesses;
Antes de partir, chamo a atenção para os blogs lincados no item «Blogs de Amigos»; afinal, os seus blogs também me impulsionaram a criar um;
Volto em breve, já com algum tema para discussão...
P.S: ... e, já agora, divulguem este blog!
Sei que o facto de ainda não ter disponível um link para os vosso comentários tem afastado alguns curiosos deste blog, mas, insisto: façam-no, para já, através do e-mail: parajornalistas@hotmail.com;
Uma das novidades introduzidas neste blog foi a colocação de endereços de outros blogs, alguns deles «famosos», como o do deputado Pacheco Pereira «abrupto»; no entanto, quero destacar outros blogs: o «ponto media» – não só por ser da autoria de um jornalista, neste caso do jornal Público, mas porque o seu autor foi meu professor de jornalismo na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, pessoa a quem reconheço um grande profissionalismo; se por algum acaso ele vier a visitar este blog, aqui vai um abraço para ele;
e como quero que este blog seja também um espaço de debate alegre e de boa disposição, não resisti a alguns links para blogs de humor; destaco o «gato fedorento» - visitem-no também; e como seria enfadonho colocar todos os endereços de blogs disponíveis na web, deixo dois directórios para que façam a vossa busca por interesses;
Antes de partir, chamo a atenção para os blogs lincados no item «Blogs de Amigos»; afinal, os seus blogs também me impulsionaram a criar um;
Volto em breve, já com algum tema para discussão...
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